Em Mato Grosso do Sul, força-tarefa que combate incêndios florestais é reforçada com 400 integrantes e aeronaves

Uma megaoperação, com emprego de mais de 400 homens e mulheres, dezenas de viaturas e barcos e seis aeronaves, está sendo desencadeada pelo Governo de Mato Grosso do Sul para o enfrentamento a reincidência dos incêndios florestais no Pantanal e no Cerrado.

 

A Operação Estiagem 2020, que se desmembra em várias frentes de ação, passa a contar com 47 combatentes da Força Nacional e 21 bombeiros de Santa Catarina, os quais já se encontram no Estado. A força-tarefa conta ainda com bombeiros de MS e do PR, brigadistas do Ibama e ICMbio e fuzileiros navais da Marinha.

 

Com o aumento dos focos de calor – eram 108 na manhã desta segunda-feira -, a estrutura montada (combatentes, equipamentos, viaturas e aeronaves) está sendo redimensionada pelo comando central da operação, situada na Marinha, em Ladário.

 

As bases operacionais funcionarão a partir de Corumbá, Ivinhema, Miranda (Fazenda Bodoquena) e Coxim. Corumbá terá uma sub-base na reserva Acurizal, responsável pelas ações na região da Serra do Amolar; Bodoquena atuará no Parque Estadual do Rio Negro; Coxim, no Parque Estadual Nascentes do Taquari; e Ivinhema, no Parque Estadual de Ivinhema.

 

Policiais da Força Nacional integram a unidade em 15 estados e tem treinamento específico em combate a incêndios florestais

 

Apoio de helicóptero

 

A guarnição da Força Nacional direcionada pelo governo federal para auxiliar no combate aos incêndios florestais, composta por militares de 15 estados, chegou nesta segunda-feira a Campo Grande. O emprego da corporação foi determinada por meio da Portaria nº 556, do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

 

A Força Nacional atuará “em caráter episódico e planejado, por 30 dias, em combate aos focos de calor, em atividades de defesa civil e defesa do meio ambiente e  nos serviços imprescindíveis à preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio”.

 

O comando da Força Nacional se reuniu com a coordenação da Operação Estiagem 2020 e com a Defesa Civil Estadual, oportunidade em que tomou conhecimento do terreno a ser combatido, das especificidades de cada região (Pantanal e Cerrado) e as estratégias de combate aos focos de calor.

 

Coordenação da força-tarefa se reuniu com comando da Força Nacional para planejamento de ações e distribuição da tropa

 

No encontro, o coordenador-geral de operações da Força Nacional, tenente-coronel Wilson Melo, do Ceará, adiantou que um helicóptero da corporação com capacidade para lançamento de água será incorporado à operação, procedente de Poconé (MT).

 

Somatória de esforços

 

Segundo o oficial, os 47 policiais militares da Força tem formação em combate a incêndios florestais, com experiências em missões especiais, como o socorro a população de Brumadinho e resgate das vítimas do ciclone em Moçambique.

 

Coronel Joílson: situação alarmante

O comandante da operação, coronel Marcos de Sousa Meza, informou que mais de 400 militares e civis formam a nova força-tarefa, com os combatentes da Força Nacional sendo distribuídos para atuarem na região de Sonora e Corumbá, para onde se deslocarão também os 21 bombeiros de Santa Catarina.

 

Tenente-coronel Wilson: apoio de helicóptero

“Trata-se de uma integração entre todas as forças para enfrentamento de uma situação atípica de seca e fogo, onde nossos bombeiros estiveram operando em Mato Grosso, da mesma força que o vizinho Estado nos enviou aeronaves. Agora, contamos com o apoio da Força Nacional e dos bombeiros catarinenses”, explicou Meza.

 

A tropa da Força Nacional foi apresentada na manhã desta segunda-feira ao comando do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul, em ato realizado no Centro de Proteção Ambiental (CPA), no Parque das Nações Indígenas.

 

Na oportunidade, o comandante do CB/MS, coronel Joílson Alves do Amaral agradeceu, em nome do governador Reinaldo Azambuja, o apoio do governo federal à Operação Estiagem 2020. “Enfrentamos uma situação alarmante, nunca vista há pelo menos 50 anos, e a presença da Força Nacional representa uma somatória de esforços para debelarmos estes incêndios”, disse.

Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul abre semana com 1.121 vagas de emprego; 421 são para Campo Grande

A Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul abre a semana de 5 a 9 de outubro com a oferta de 1.121 vagas de emprego.

 

Desse total de vagas, 421 são para atuação na Capital. Entre essas oportunidades que abrangem diversos níveis de escolaridade estão ocupações para: agenciador de publicidade, agente de viagem, atendente de padaria, cadista, enfermeiro auditor, fonoaudiólogo, gesseiro, porteiro, técnico em refrigeração, e topógrafo.

 

Já em Dourados há oferta de 158 vagas de emprego. Dessas oportunidades algumas são para ajudante de obras, auxiliar de mecânico, cuidador de idosos, eletricista, escriturário, mecânico, motorista, técnico de enfermagem, técnico em fibras ópticas, entre outras.

 

Para quem mora em outras regiões do Estado, há vagas nas seguintes unidades da Casa do Trabalhador: Ponta Porã (86), Itaquiraí (83), Sidrolândia (61), São Gabriel do Oeste (55), Nova Andradina (47), Três Lagoas (32), Corumbá (24), Guia Lopes da Laguna (23), Naviraí (21), Aquidauana (20), Amambai (19), Jardim (12), Aparecida do Taboado (10), Maracaju (9), Ivinhema (9), Chapadão do Sul (6), Iguatemi (5), Batayporã (4), Coxim (4), Caarapó (3), Nova Alvorada do Sul (2), Rio Verde de Mato Grosso (2), Cassilândia (1), Eldorado (1), Miranda (1), Paranaíba (1), e Ribas do Rio Pardo (1).

 

Caso haja interesse por alguma das vagas detalhadas aqui, é necessário comparecer à instituição, tendo em mãos documentos pessoais como RG, CPF e Carteira de Trabalho. Na Capital a Funtrab está localizada na Rua 13 de maio, n° 2.773, e o atendimento voltado a seleção para destinação a entrevista, é de segunda à sexta das 7h30 e 13h30. No interior do estado os candidatos devem procurar a Casa do Trabalhador mais próxima, confira endereços e telefones no site.

Setembro Verde 2020: Santa Casa de Campo Grande ultrapassa o número de transplantes renais do ano passado

Uma hemorragia subaracnóidea – sangramento dentro do espaço dos tecidos que envolvem o cérebro (meninges), foi o que ocasionou a evolução para morte encefálica em José* de 50 anos. Com a autorização da doação de seus órgãos e tecidos concedida pela família, foi possível captar fígado, rins e córneas no dia 29 de setembro. Três pacientes de lugares distintos foram beneficiados com este ato, Minas Gerais com fígado, Pernambuco com um lado dos rins e Campo Grande com o outro lado do rim. Além destes, as córneas foram encaminhadas para o Banco de Olhos do hospital.

 

 

O mês de setembro foi dedicado ao fortalecimento do incentivo à doação de órgãos e tecidos, período em que o país todo celebrou exemplos de solidariedade como o de José* e sua família. O “Setembro Verde”, teve seu ponto mais alto durante a campanha no dia 27, quando se comemora o Dia Nacional da Doação de Órgãos. Embora milhares de pessoas ainda aguardam na fila para um transplante, a conscientização da população tem sido maior, mas ainda assim é preciso evoluir nesse aspecto.

 

 

Em Campo Grande, Três Lagoas e Dourados, cidades onde a Organização de Procura de Órgãos (OPO) da Santa Casa coordena as equipes de captação, de janeiro a setembro deste ano, foram registradas 154 confirmações de mortes encefálicas, sendo 53% na Santa Casa, por ser o maior hospital do Estado e referência no atendimento aos pacientes considerados mais graves. No ano passado, nesse mesmo período, foram registradas nessas cidades 174 confirmações de mortes encefálicas pela OPO.

 

 

Somente na Santa Casa, dos 81 acolhimentos familiares feitos pelos profissionais do setor, 54% recusaram a doação em 2019 e, neste ano, 46% não autorizaram, o que significou uma queda importante em 2020, se comparado ao ano anterior, pois quanto menor a recusa familiar, maior o índice de doação. Já nas cidades do interior, essa recusa é bem maior e, em 2020 passou para 68%. Em 2019, de janeiro a setembro a recusa para a doação de órgãos foi de 62%.

 

 

No que se refere ao total de órgãos doados nos primeiros nove meses de 2019, somou-se 76, sendo que 57 deles foram captados na instituição. Este ano, 85 órgãos foram captados e desses, 66% também foram na Santa Casa. Isso deve se ao fato do hospital ter absorvido parte da demanda do Estado com pacientes mais graves, enquanto no interior foi preciso referenciar os atendimentos à Convid-19. Durante esse período de pandemia, de março a agosto, a OPO coordenou e captou 60 órgãos, onde 46 foram feitos no hospital e 14 no interior. Em 2019, foram 31 na instituição e 25 no interior, no mesmo período de referência.

 

 

De acordo com a coordenadora médica da OPO, Drª Patrícia Berg, o serviço desenvolvido no hospital é muito abrangente e, por conta da qualidade do serviço, grandes melhorias já foram conquistadas, dentre elas a confiabilidade dos hospitais que recebem os órgãos doados na Santa Casa. “O hospital foi o pioneiro em iniciar transplantes renais e cardíacos na cidade. Hoje a OPO é a responsável técnica pela abrangência de todos os potenciais doadores no Estado auxiliando e coordenando todo o processo. Várias ações são desenvolvidas, dentre elas a validação dos pacientes que podem ou não ser doadores e a capacitação para as demais equipes que lidam com os mesmos processos, em outros hospitais. É um trabalho árduo, mas conseguimos melhorar muitas nossas notificações de morte encefálica e a manutenção dos doadores, refletindo assim em 100% da aceitação pelos centros transplantadores, dos órgãos que são ofertados aqui”, comentou a médica.

 

 

A equipe da OPO Santa Casa é composta pela coordenadora médica Drª Patrícia Berg, coordenador de enfermagem Rodrigo Gomes, enfermeiras Rosana Maria da Silva e Paolla Costa Cavalcante, técnicos em enfermagem Lucas Nogueira Albernaz, Laurilene de Souza Silva, Aparecida Maciel Matoso, Geice Santiago Souza, além da técnica administrativo Fernanda Fogaça e a gerente de serviços terapêuticos Ana Paula Silva das Neves.

 

 

 

 

Em relação aos transplantes, com base nos centros credenciados no Sistema Nacional de Transplantes (SNT), os dados fornecidos pela Central Estadual de Transplante (CET), no período de janeiro a setembro de 2019, registraram 130 transplantes de córneas, 17 transplantes de rins e nenhum de coração. Já em 2020, foram 85 de córneas, 21 de rins e três transplantes de coração no Estado. Com a maior parte dos números registrados, a Santa Casa de Campo Grande é atualmente a maior instituição transplantadora de coração e rins em Mato Grosso do Sul.

 

Fonte: Santa Casa CG

 

“O hospital é referência em captação de órgãos, com equipes qualificadas para fazer o diagnóstico e a manutenção do potencial doador. A OPO trabalha 24h ininterruptas fazendo busca ativa de potenciais doadores de órgãos e tecidos para transplante e, também, tem a função de fazer o acolhimento e a entrevista familiar. Ações estas que são desempenhadas com muita competência pelas equipes”, comentou a coordenadora da Central Estadual de Transplante, Claire Miozzo.

 

 

Nesses nove meses de 2020, a Santa Casa de Campo Grande realizou dois transplantes de coração, 19 transplantes de rins e 16 de córneas. Em 2019, no mesmo período, foram 17 de rins e 130 de córneas e nenhum de coração. Para fechar o mês dedicado à conscientização da doação de órgãos e tecidos, o hospital realizou o 19° transplante renal do ano em uma paciente de 51 anos, moradora da Capital e que fazia hemodiálise desde 2017 no Serviço de Diálise do hospital.

 

A equipe responsável pelo procedimento cirúrgico da paciente o médico urologista Dr. Eduardo Arruda, os médicos residentes em urologia Dr. Ricardo Ossuma Tamazato e Dr. Guilherme Napoleão, a acadêmica de Medicina do 6° ano, Júlia Mattos, a enfermeira do transplante renal, Karen Leguiça, a instrumentadora cirúrgica, Kezia dos Santos Correia e de toda a equipe assistencial do centro cirúrgico. Além da médica nefrologista que acompanha a paciente, Drª Rafaela Campanholo.

 

 

 

José*: nome fictício do doador

Depois de lei aumentar a pena, homem é preso em flagrante na cidade de Bonito por crime de maus tratos a animais

Em ação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público, com o apoio da Polícia Militar Ambiental e da Vigilância Sanitaria, realizada no sábado (3), um homem de 37 anos foi preso em flagrante pelo crime de maus tratos a animiais.

 

Durante a ação, os policiais encontraram quatro cachorros que estavam em situação insalubre, privados de água e comida. Um deles, filhotinho, foi encontrado em um cômodo sem entrada de ar e amarrado sem poder se mexer.

 

Segundo o delegado que presidiu as investigações, Gustavo Henriques Barros, os cães estavam magros e desidratados. Os animais foram resgatados e entregues a um abrigo, onde estão sendo cuidados até que possam ser encaminhados para novos lares.

 

A prisão ocorreu após quatro dias da aprovação de lei que aumentou a pena nos crimes de maus tratos a animais. “No último dia 29 foi sancionada a lei que reformulou o crime de maus tratos a cães e gatos, aumentando a pena máxima de um ano para cinco”, explicou o delegado. “Como a lei já está em vigor, o suspeito foi autuado em flagrante com base nela e ficará preso até posterior decisão judicial”, concluiu.

 

As investigações tiveram início após denúncia de vizinhos, que suspeitavam que os animais estariam sendo mantidos presos de forma cruel. Após diligências, o homem foi preso e os quatro animais resgatados, sendo entregues a lares temporários.

 

 

Com mais 16 mortes nas últimas 24 horas, taxa de letalidade continua em 1,9% em Mato Grosso do Sul, segundo boletim

No Boletim Covid-19 da Secretaria de Saúde do Estado (SES) ontem (4) foram registrados 247 novos casos da doença e 16 óbitos nas últimas 24 horas. Taxa de letalidade continua em alta, em 1,9%.

 

A capital continua registrando o maior número de novos casos, com +198 exames positivos. Em seguida vem a cidade de Dourados com mais 8, Corumbá mais 7, Aparecida do Taboado aparece com mais 6, Sonora e Três Lagoas mais 4 cada.

 

Em Campo Grande 10 pacientes não resistiram à doença. Os municípios de Aquidauana, Dourados, Paranaíba, Sidrolândia, Naviraí e Ponta Porã registraram um óbito cada.

 

O total de casos confirmados no MS é de 71.723, e 1.351 pessoas perderam a luta contra o vírus; 65.551 estão recuperados. Atualmente 4.361 estão em isolamento domiciliar; 460 pacientes internados em leitos públicos e privados. São 248 em leitos clínicos e 215 em UTIs.

 

Boletim Epidemiológico COVID-19 – 2020.10.04