Semana Nacional do Doador de Sangue une 17 hemocentros em todo o País em campanha de solidariedade

Nesta semana, quando se comemora o Dia Nacional do Doador de Sangue, 25 de novembro, 17 hemocentros em todo o País se unem em torno da campanha “Somos Todos do Mesmo Sangue”.

 

A ação, que começa nesta segunda-feira (23), destaca a importância da doação de sangue especialmente neste período de pandemia em que houve queda de até 50% no número de doações em algumas regiões do Brasil. Em Mato Grosso do Sul essa queda foi de 40%.

 

Por todo o país, alguns monumentos receberão iluminação na cor vermelha, e aqui no Mato Grosso do Sul os Tuiuiús do Aeroporto Internacional de Campo Grande, o Monumento das Araras, e a Torre da TV Morena foram os escolhidos.

 

Por conta da pandemia, as atividades serão concentradas nas redes sociais com vídeos de artistas locais que também apoiam a causa e uma recepção especial para os doadores de sangue e medula que comparecerem entre segunda (23) e sábado (28) em todas as unidades de coleta do Estado.

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o percentual ideal de doadores para um país esteja entre 3,5% e 5% de sua população. No Brasil, esse número é de 1,9%. Em Mato Grosso do Sul o percentual de doadores é de 2,2%, e na Capital esse índice é de 3%.

Com mosquito sem vírus, Biofábrica começa produção e vira arma contra a Dengue, Zika e Chikungunya no Estado

Considerada uma das maiores inovações no combate às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Saúde (SE S), inicia a partir desta segunda-feira (23), a produção do mosquito com Wolbachia, pela Biofábrica instalada na sede do Laboratório Central de Mato Grosso do Sul (Lacen/MS).

 

Esta ação reforça as iniciativas da SES no combate à Dengue, Zika e Chikungunya e integra o calendário da Campanha “Aproveite a Quarentena e Limpe o seu Quintal”. Criada pelo World Mosquito Program (WMP), o método é financiado pelo Ministério da Saúde e conduzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), implementado em Campo Grande com apoio da SES e da Secretaria Municipal de Saúde (SESAU).

 

Para o secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, a iniciativa representa um verdadeiro alívio para Mato Grosso do Sul, que sofre com a doença há muitos anos. “Apenas os investimentos na ciência e na pesquisa, como o Governo de MS tem feito, poderemos encontrar soluções para combater eventuais epidemias. Mas nós queremos expandir este projeto do Método Wolbachia para outras cidades sul-mato-grossenses como Corumbá, Dourados e Ponta Porã”.

 

Líder do Método Wolbachia no Brasil e pesquisador da Fiocruz, Luciano Moreira explica que o projeto é resultado da descoberta do WMP de que o mosquito Aedes aegypti, quando contém a bactéria Wolbachia, tem sua capacidade reduzida de transmitir as três doenças citadas. “Campo Grande é uma cidade de médio porte que tem problemas de dengue e, então, foi escolhida no Centro-Oeste para mostrar que o projeto pode funcionar em diversos biomas do Brasil”.

 

O pesquisador ainda explica como o Método vai funcionar na cidade. “A iniciativa trabalha da seguinte maneira: é feito um trabalho de engajamento para explicar sobre o projeto e tirar todas as dúvidas, e assim ter o apoio da população. Depois entra a fase de liberação dos mosquitos por determinado período, cerca de 16 semanas. Esses mosquitos vão se cruzando na natureza e, com o passar do tempo, haverá uma grande porcentagem do mosquito naquela localidade com a Wolbachia, com isso esperamos ter uma redução das doenças e podemos proteger a população”.

 

Em junho deste ano, os técnicos da OPAS visitaram as obras da biofábrica em Campo Grande. Na avaliação positiva, os técnicos reiteraram para que a SES, além das ações ao enfrentamento à Covid-19, ministrasse as ações de combate ao vetor Aedes aegypti no Estado.

 

Método Wolbachia

 

A Wolbachia é uma bactéria intracelular presente em 60% dos insetos da natureza, mas que não estava presente no Aedes aegypti. Quando presente neste mosquito, ela impede que os vírus da Dengue, Zika, Chikungunya e febre amarela se desenvolvam dentro do mosquito, contribuindo para redução destas doenças. Não há modificação genética nem no mosquito, nem na bactéria.

 

O Método Wolbachia consiste na liberação de Aedes aegypti com Wolbachia para que se reproduzam com os Aedes aegypti locais e gerar uma nova população destes mosquitos, todos com Wolbachia. Uma vez que os mosquitos com Wolbachia são liberados no ambiente, eles se reproduzem com mosquitos de campo e ajudam a criar uma nova geração de mosquitos com Wolbachia. Com o tempo, a porcentagem de mosquitos que carregam a Wolbachia aumenta, até que permaneça alta sem a necessidade de novas liberações.

 

Desenvolvido na Austrália pelo World Mosquito Program, o Método Wolbachia é uma iniciativa internacional sem fins lucrativos que trabalha no combate às doenças transmitidas por mosquitos. Atualmente operando em 12 países, em mais de 20 cidades, o método tem apresentado resultados promissores nas diferentes localidades. Há quatro anos não se tem registro de casos autóctones de dengue na Austrália. Na Indonésia, um estudo clínico randomizado (RCT), padrão ouro na epidemiologia, demonstrou 77% de redução nos casos de dengue.

 

No Brasil, o método é implementado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com financiamento do Ministério da Saúde, em parceria com governos locais. Tendo iniciado em partes dos municípios do Rio de Janeiro e Niterói, os resultados preliminares apontam redução de 75% de casos de Chikungunya em áreas com o wolbito. Com base nas diversas experiências bem-sucedidas, o WMP entrou em processo de expansão nacional no ano de 2019. Atualmente, o método do WMP está sendo implementado nas cidades de Campo Grande (MS), Petrolina (PE) e Belo Horizonte (MG), com financiamento do Ministério da Saúde e em parceria com os governos locais e diversos outros parceiros locais. Em Belo Horizonte já teve início a soltura dos wolbitos em três regiões pilotos e será realizado um RCT no município.

Secretaria de Estado de Fazenda divulga que 50 municípios de Mato Grosso do Sul terão índices de ICMS elevados em 2021

A Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda) publicou os índices provisórios de distribuição proporcional do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para os 79 municípios de Mato Grosso do Sul.

 

De acordo com a Resolução 3.123, de 12 de novembro, 50 municípios devem ter aumento de repasse na cota a que têm direito da arrecadação do tributo estadual, e outros 29 registraram índices de participação menores no bolo a partir do ano que vem.

 

Os dados constam da edição número 10.324 do Diário Oficial Eletrônico, do último dia 16.

 

Desta forma, a situação não será das melhores para os futuros prefeitos, principalmente diante da crise econômica do país agravada ainda mais com a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), com reflexo negativo nas finanças municipais.

 

Boa parte dos gestores públicos alega que não há dinheiro suficiente para o custeio da máquina administrativa e investimentos nos setores considerados prioritários como consequência da política econômica do país.

 

Desde que assumiu o presidente da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) e prefeito de Bataguassu, Pedro Caravina, tem alertado a todos sobre a necessidade da contenção de gastos.

 

Segundo a Sefaz, os prefeitos cujos municípios tiveram índices reduzidos terão 30 dias para pedir a revisão, por meio de recursos ou impugnações.

 

O ICMS é o principal imposto de competência estadual e conforme legislação, 25% da arrecadação retornam aos municípios de acordo com seu índice de participação.

 

A exemplo do FPM (Fundo de Participação dos Municípios), o ICMS é a principal fonte de receita da maioria das prefeituras brasileiras.

 

No mês de outubro, por exemplo, o bolão total de repasse do ICMS totalizou R$ 182.691.863,44.

 

São necessários os seguintes critérios e percentuais para se chegar ao índice de participação de arrecadação do ICMS de cada cidade: valor adicionado (75%), receita própria (3%), que é, basicamente, a arrecadação dos tributos municipais, como o IPTU, ISS, ITBI e as taxas e contribuições de competência municipal.

 

Há ainda a extensão territorial (5%), números de eleitores (5%), ICMS ecológico (5%) e uma parte igualitária entre os 79 municípios (7%).

 

A divulgação é feita anualmente em cumprimento de norma nacional e serve para estabelecer o índice de participação dos municípios na arrecadação do ICMS que ocorrerá no ano seguinte.

 

Desta forma, a cidade que mais ganhou foi Ladário, cujo índice passará  de 0,2006 em 2020, para 0,2421 em 2021, uma diferença em porcentual de 20,69, segundo a área econômica do governo.

 

A prefeitura que terá menos recursos como parte do ICMS entre as 29 que mais perderam com a publicação dos novos índices, ainda conforme a resolução da Sefaz, foi Dois Irmãos do Buriti, que tem índice atual de 0,5187 e passará a contar com um índice de 0,3901 no mandato dos próximos prefeitos que terá início em janeiro.

 

Quem ganha

 

Por ordem de classificação entre os 50 municípios que tiveram índices elevados estão Ladário (1º), Jaraguari, Três Lagoas, Paranaíba, Paraíso das Águas, Coxim, Inocência, Sonora, Itaporã, Bonito, Aparecida do Taboado, Caracol, Ivinhema, Nioaque, Nova Andradina, Paranhos, Rio Verde de Mato Grosso, Glória de Dourados, Pedro Gomes, São Gabriel do Oeste, Cassilândia, Ribas do Rio Pardo, Caarapó, Camapuã, Brasilândia, Terenos, Douradina, Mundo Novo, Alcinópolis, Jardim, Rio Negro, Aquidauana, Anastácio, Chapadão do Sul, Fátima do Sul, Angélica, Vicentina, Naviraí, Bela Vista, Japorã, Água Clara, Miranda, Figueirão, Rochedo, Rio Brilhante, Nova Alvorada do Sul, Batayporã, Selvíria, Taquarussu e Novo Horizonte (50º).

 

Quem perde

 

Os que terão índices reduzidos, caso seus recursos não sejam aceitos pela Secretaria de Fazenda são: Dois Irmãos do Buriti (1º), Guia Lopes e Corumbá, Bataguassu, Coronel Sapucaia, Anaurilândia, Corguinho, Antônio João, Aral Moreira, Campo Grande, Santa Rita do Pardo, Jateí, Ponta Porã, Laguna Carapã, Iguatemi, Bandeirantes, Bodoquena, Amambai, Sete Quedas, Porto Murtinho, Maracaju, Itaquiraí, Eldorado, Deodápolis, Tacuru, Sidrolândia, Juti, Costa Rica e Dourados.

 

Fonte: Assomasul

Com exposição fotográfica até o dia 27, linha materno-infantil do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul faz Novembro Roxo

De acordo com a organização não governamental Prematuridade.com, o Brasil ocupa a 10ª posição no ranking mundial de prematuridade com cerca de 300 mil bebês prematuros por ano. A maioria dos casos ocorrem em gestações na adolescência ou tardias, devido ao pré-natal deficitário e doenças maternas. E nesse mês de novembro acontece a terceira edição da campanha “Novembro Roxo” de sensibilização à prematuridade.

 

A campanha é realizada mundialmente e no HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) a edição traz uma novidade, a Instituição referência em gestação de alto risco, bem como a linha materno-infantil, inova e a equipe organiza uma exposição fotográfica que acontece de 17 à 27 de novembro no HRMS, com registros da rotina de trabalho no setor, tudo devidamente autorizado pelos familiares das crianças. Cada evolução, detalhe e vitória vão ser publicados nessas imagens, que além de ser um carinho a essas famílias, serão também, uma menção ao sucesso dos pequenos heróis.

 

O HRMS busca alertar as mamães sobre a importância do cuidado gestacional e da realização criteriosa do pré-natal. No Hospital Regional cerca de 35 pacientes são atendidos na linha materno-infantil atualmente, que se subdivide em unidade intermediária, neonatal e método canguru.

 

Além da exposição, os familiares dos pacientes participarão de rodas de conversas sobre amamentação e, ainda, ganharão kits enxoval para os bebês, doados pelo Ateliê do Santuário Nossa Senhora Abadia.

 

A diretora-presidente do Hospital Regional, Dra. Rosana Leite de Melo explica que o mês de conscientização é celebrado dentro do Regional com muito carinho e entusiasmo: “Somos Hospital Amigo da Criança, referência estadual em partos de alta complexidade e neonatal. Temos um trabalho muito bem feito que nos traz alegrias e grandes vitórias. Cada criança que aqui nasce e sai no colo da mãe é uma vitória coletiva, dos trabalhadores e dos setores envolvidos. Isso anima e motiva, ainda mais, a seguirmos com nosso trabalho”, avalia.