Rede pública: Secretaria de Estado de Saúde atualiza resolução sobre retorno de cirurgias eletivas em Mato Grosso do Sul

O Governo do Estado fez uma alteração na resolução que trata sobre a retomada das cirurgias eletivas pela rede pública e contratualizada de Mato Grosso do Sul. A mudança prevê que as instituições que desejarem retomar as cirurgias eletivas deverão encaminhar previamente um termo declarando o fiel cumprimento das exigências à Secretaria de Estado de Saúde.

 

Desde o dia 23 de março, as cirurgias estavam suspensas em razão do contágio do coronavírus. No início deste mês, uma resolução tratou da retomada pela rede pública e contratualizada de Mato Grosso do Sul e estabeleceu uma série de medidas a serem observadas que implicam desde a disponibilidade de vagas, a materiais como Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e testes para Covid-19.

 

Na resolução, o secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, considera o caráter dinâmico do comportamento geográfico da disseminação da Covid-19 para a retomada das cirurgias e afirma que o retardamento do início ou da continuidade do tratamento daqueles pacientes com doenças não emergenciais pode resultar em aumento da dor, acréscimo das complicações, sobrecarga ao sistema de saúde e consequentemente a morbimortalidade.

 

E reitera que caso a suspensão da realização de cirurgias eletivas perdure por um longo período, o volume de doentes com necessidades de tratamento cirúrgico eletivo poderá se tornar crítico, o que fatalmente resultará em um risco de colapso do sistema de Saúde pela concomitância de tratamentos postergados e novos pacientes acometidos da Covid-19.

 

Há uma restrição para cirurgias eletivas, aquelas que tenham finalidade exclusivamente estética. A resolução prevê a priorização nos agendamentos. Mas devem ser levados em consideração alguns critérios como: a lista de casos cancelados e adiados anteriormente; estabelecimento de critérios de pontuação de prioridade objetiva; priorização de especialidades e o balanceamento sobre a questão de riscos associados ao coronavírus.

 

Hospitais

 

As unidades hospitalares deverão seguir alguns critérios técnicos para retomada das cirurgias eletivas. Elas deverão levar em conta a existência de um número apropriado de leitos hospitalares disponíveis, considerando os de unidades de terapia intensiva (UTI), regulares e de retaguarda. Da mesma forma deve estar garantida a existência de equipamentos de proteção individual (EPI), além dos insumos necessários para a execução de cada procedimento (medicamentos, materiais e equipamentos em condições adequadas e número suficiente), ventiladores mecânicos e equipe treinada para tratar todos os pacientes, relacionados ou não à doença Covid-19.

 

As instituições deverão ser capazes de tratar com segurança todos os pacientes que necessitarem de hospitalização, decorrentes ou não de Covid-19. Devem levar ainda em consideração, a taxa de ocupação da UTI e as alas devem ser bem conhecidas e estarem dentro de taxas aceitáveis para aumentar a produção local. O fluxo de atendimento ainda deve conter com clareza os ambientes seguros de pós-operatório e das salas cirúrgicas para os pacientes sem suspeita da doença.

 

Testagens como critério

 

Os hospitais deverão ter a disponibilidade de testes de biologia molecular (RT-PCR em tempo real), para proteger a segurança da equipe e do paciente, considerando os requisitos de qualidade e frequência destes exames. Os profissionais deverão elaborar estratégias de testagem para a Covid-19 levando em consideração: disponibilidade; validação comprovada e tempo de resposta para os testes. Nos casos dos municípios com baixo acesso ao exame de RT-PCR, ou acesso sem a velocidade necessária, a Resolução prevê que poderão ser empregadas estratégias sem PCR.

 

Se não for instituída uma estratégia baseada em testagem, todos os pacientes, funcionários e equipe de saúde deverão ser considerados como possíveis portadores de Sars-Cov2 e deverão ser usados EPIs com máscara PFF2/N95, assim como as demais condutas deverão se basear nos mesmos adotados em casos de Covid-19. Testes negativos não podem ser aceitos como absolutos e, portanto, os protocolos de segurança deverão ser seguidos de forma plena. A testagem deve fornecer informações pré-operatórias úteis sobre o status Covid-19 de pacientes cirúrgicos.

 

Pré-operatório e Pós-operatório

 

No pré-operatório, a resolução prevê que a equipe faça uma reavaliação do estado de saúde do paciente nas consultas pré-anestésica e nas consultas com cirurgiões às vésperas da cirurgia. Devem considerar sempre a possibilidade de o paciente ter apresentado no intervalo do adiamento da sua cirurgia problemas relacionados a Covid-19. Devem ainda verificar se não houve mudança significativa no estado de saúde do paciente. E devem também rever se o planejamento cirúrgico, e proposta terapêutica, continuam válidos como a melhor opção ao momento da doença do paciente.

 

Ainda no pré-operatório, os profissionais devem considerar como portador assintomático de Sars-CoV2 todo paciente que não for testado. Não flexibilizar qualquer tipo de cuidado devido a uma testagem negativa. Avaliar o ambiente em que o doente reside e irá após o ato operatório. Assim como possibilidade de membros da mesma estrutura familiar estarem contaminados. Qualquer febre, sintoma respiratório (por mais simples que seja), resfriado ou gripe, nesse período é motivo para não participar de um procedimento cirúrgico e mesmo não comparecer ao hospital até a adequada avaliação, no caso de integrantes da equipe.

 

Já no pós-operatório, os protocolos devem seguir a recomendação de atendimento padronizados para obter confiabilidade. Deve considerar a telemedicina na avaliação pós-operatória. Estruturar os espaços\alas de pós-operatório para atenção de casos suspeitos ou positivos de forma o mais independente possível dos casos não suspeitos. Deve haver ainda, planejamento dos cuidados pós-alta. As unidades ainda deverão disponibilizar instalações adequadas para o pós-alta. Considerando questões de segurança da instalação.

 

Questões adicionais relacionadas à Covid-19

 

A resolução prevê a interrupção das cirurgias eletivas essenciais caso o cenário epidemiológico não se torne favorável, mediante orientação do poder público. Recomenda-se monitorar constantemente o bem-estar do profissional de saúde: estresse pós-traumático, carga de trabalho, incluindo estagiários e estudantes; reforçar mensagens e comunicação ao paciente, estabelecendo uma boa relação médico paciente.

 

Como fator essencial, a medida ainda prevê que as unidades hospitalares reforcem as rotinas de limpeza ambiental no centro cirúrgico em todas as áreas de atendimento: áreas pré-operatórias, sala operatória, sala da patologia, sala de recuperação pós-anestésica, centro de material e esterilização, além de outros locais. Para ver a resolução completa pode clicar aqui.

Confederação Nacional dos Municípios aponta que 78,7% dos prefeitos podem se candidatar à reeleição neste ano

Levantamento promovido pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) indica que 78,7% dos prefeitos podem se candidatar à reeleição nos pleitos municipais deste ano. Ou seja, dos 5.568 prefeitos, 4.384 gestores estão aptos a concorrer ao pleito pela segunda vez seguida. Os dados foram consolidados com base dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e em cadastros próprios da entidade.

 

O estudo aponta ainda que apenas 1.184 dos prefeitos no exercício atual, ou seja, 21,3%, já foram reeleitos no pleito de 2016 e, portanto, não podem participar da disputa pela prefeitura no segundo semestre de 2020.

 

A região Nordeste lidera com o maior número de líderes municipalistas que podem tentar a reeleição. Ao olhar para cada Estado da Federação, a maioria poderá manter, em média, 80% dos gestores locais após as eleições municipais.

 

Dos possíveis candidatos à reeleição em 2020, o estudo mostra que a maioria é formada por homens. Do total de gestores que podem ser reeleitos, 88% são homens e 12% são mulheres.

 

A CNM ressalta que a questão da maior participação de mulheres e a consequente eleição de gestoras ainda é um problema relevante no Brasil. Há atualmente cerca de 700 prefeitas – alguns Estados do Nordeste se destacam por elegerem maior proporção, mas nacionalmente ainda existem poucas representantes femininas.

 

Pleito municipal

 

A pandemia do coronavírus (Covid-19) mudou a dinâmica do pleito municipal deste ano. Em julho o Congresso Nacional aprovou o adiamento do primeiro e do segundo turno das eleições, de 4 e 25 de outubro para 15 e 29 de novembro, respectivamente.

 

Com este cenário, o distanciamento social obriga cidadãos com mais de 60 anos a se manterem afastados do convívio social, o que inviabiliza sua presença em convenções partidárias, campanhas eleitorais e até mesmo na eleição, a não ser que exponham sua saúde em risco.

 

Os dados do estudo mostram, ainda que, atualmente 1.313 prefeitos em exercício têm mais de 60 anos e, destes, 1.040 têm o direito de concorrer à reeleição.

 

A CNM, junto com as entidades municipalistas estaduais e microrregionais, acompanha as discussões desde março deste ano, quando foi decretado o estado de calamidade sanitária federal em virtude da pandemia do novo coronavírus.

 

Confira o estudo completo

Nasce segundo bebê com peso acima do normal em menos de 10 dias na Santa Casa de Campo Grande, médicos fazem alerta

Gabriel Henrique chegou quebrando recordes no maior hospital do Estado de Mato Grosso do Sul. Com 56 centímetros de comprimento e pesando seis quilos e 125 gramas, é o maior bebê entre os registros de nascimento na Santa Casa de Campo Grande. A mãe, Joycelaine de Oliveira Vallejo, de 24 anos, chegou ao hospital com 40 semanas de gestação.

 

O bebê é o quarto filho de Joycelaine que relatou à equipe médica do hospital não ter recebido orientações nem tratamento para a diabetes gestacional durante o pré-natal. Situação avaliada pelos profissionais como de grande risco, principalmente na hora do parto. A equipe chamou a atenção para o fato de que a mãe, se tivesse entrado em trabalho de parto antes de chegar ao hospital, e esse parto continuasse sem assistência adequada, seria uma emergência obstétrica.

 

“Especialmente os filhos de mãe diabética, são assimétricos, ou seja, o corpo do bebê cresce muito mais do que a cabeça. Existe um risco gravíssimo desses bebês que chama Distócia de Ombro, quando a cabeça do bebê encaixa, mas o ombro dele se prende por trás do osso da bacia da mãe. Nessa situação, não é possível realizar o parto normal, tendo que se recorrer à manobras graves que podem trazer sequelas para o bebê para que o parto aconteça. Inclusive a literatura médica traz vários relatos de óbito de bebês e mães que entraram em trabalho de parto que não se realizou”, explicou o supervisor da Ginecologia e Obstetrícia da Santa Casa, William Leite Lemos Junior.

 

Com uma equipe especializada para esse tipo de atendimento, o parto cesáreo transcorreu sem intercorrências e logo mãe e filho foram para o quarto juntos. Nas primeiras horas de vida, Gabriel passou por sessão de fototerapia, um tratamento profilático, pois apresentava um aumento no volume de sangue no organismo que poderia desencadear a icterícia.  O bebê está recebendo complemento de leite humano enquanto tem se alimentado com o colostro materno.

 

O médico responsável pelo serviço de Ginecologia e Obstetrícia do hospital fez um alerta para os cuidados com o pré-natal, sobre a importância do diagnóstico e tratamento da diabetes gestacional. “O bebê foi crescendo à medida que ficou exposto àquela diabetes descompensada. Ele nasceu bem, foi muito bem assistido no parto, mas os filhos de mãe diabética podem ter um importante aumento do fígado, o coração pode ficar sobrecarregado, hipertrofiado. Vale destacar que a diabetes gestacional tem tratamento”, concluiu Dr. William.

 

A equipe de pediatria da maternidade está realizando exames protocolares, entre eles exames de imagem, para comprovar que o bebê está saudável.

Tribunal Regional Eleitoral de MS recebe Equipamentos de Proteção Individual para a realização das Eleições 2020

O Tribunal Regional de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) recebeu, na quarta-feira (16), a primeira de três remessas de equipamentos de proteção individual e os materiais necessários para a prevenção contra a Covid-19 nos locais de votação e seções eleitorais.

 

O material, encaminhado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), visa proporcionar segurança aos eleitores, mesários e demais colaboradores nas Eleições municipais 2020, de modo a desenvolver os procedimentos e protocolos sanitários estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

 

O Presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), Desembargador João Maria Lós, destaca a importância da iniciativa que “além de garantir a legitimidade do processo eleitoral de maneira democrática e responsável, prioriza os cuidados necessários a todos os envolvidos na eleição.”

 

A justiça eleitoral sul-mato-grossense receberá, ao todo, 34.378 Face Shields (protetores faciais), 139.269 máscaras, 33.708 de álcool em gel (200ml), 31.417 álcool etílico em gel (500ml) e 6.349 álcool spray (400ml).

 

O TSE tem feito a distribuição dos materiais em todo território nacional. O prazo final das entregas é 30 de setembro, sendo que a distribuição será realizada de maneira parcial de acordo com o volume de materiais.

 

Com média de cinco mil casos por semana, Mato Grosso do Sul tem mais de 63 mil casos confirmados de Covid-19, diz Saúde

Durante a divulgação do Boletim Coronavírus ontem (19) o secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, observou os números das últimas 9 semanas, cuja média foi de 5 mil casos por semana, 685 casos/dia.  Com este alto patamar, segundo Resende, as internações e óbitos tendem a continuar. A taxa de contágio está em 1,02 e de óbitos 1,8%.

 

Nas últimas 24 horas foram registrados mais 649 novos casos e 14 óbitos em todo o Estado. Os municípios com maiores altas foram Campo Grande (235 novos casos e 6 óbitos); Dourados com 32 casos e 2 óbitos; Corumbá , que registrou 79 casos novos; Sidrolândia, com 12 casos novos; Aquidauana (16 casos e 1 óbito). Os demais óbitos foram em Bonito, Cassilândia, Ponta Porã, Ivinhema e Sete Quedas.

 

O total de casos confirmados em Mato Grosso do Sul desde o início da Pandemia é de 63.466 casos. Deste total 56.313 foram recuperados e 1.162 não resistiram à doença. A taxa de ocupação de leitos nas macrorregiões é a seguinte: Campo Grande 71%; Dourados 53%; Três Lagoas 40% e Corumbá 74%.

 

Mais uma vez o secretário Resende chamou a atenção da população para que não considerem que a Pandemia esteja controlada. “As regras de distanciamento social, uso de máscaras, obediência às regras sanitárias precisam continuar sendo seguidas por todos”, observou.

 

Confira o Boletim Epidemiológico 

Sexta-feira de calor intenso em boa parte de Mato Grosso do Sul, segundo oCentro de Monitoramento do Tempo e do Clima

Há dias Mato Grosso do Sul vive dias de bastante calor e baixa umidade relativa do ar. Essas condições devem se manter ao longo do fim de semana no Estado. A previsão indica tempo firme para esta sexta-feira (18).

 

Céu claro a parcialmente nublado em todas as regiões e baixa expectativa de chuva, segundo o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec).

 

O sul-mato-grossense terá mais um dia de tempo seco. A umidade relativa do ar segue em estado de alerta, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), com o índice podendo variar entre 75% a 15%. Noroeste, norte, central e bolsão são as regiões mais afetadas pela secura.

 

O vento fica fraco a moderado em todas as áreas do Estado. As temperaturas continuam elevadas e devem registrar uma grande amplitude térmica. A mínima será de 16°C e a máxima prevista é de 40°C. Para a Capital essa variação está estimada em 21°C a 35 °C. Confira no mapa como fica o tempo em algumas cidades do Estado.

 

 

Chuva

 

Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) referentes a primeira quinzena de setembro indicam que Mato Grosso do Sul está com volume de chuva abaixo da média histórica para o período. As últimas chuvas aconteceram de forma expressiva e concentradas no período de 13 a 22 de agosto, ou seja, desde o dia 23 de agosto até agora o Estado não registrou chuva significativa.

 

Análise do Cemtec aos modelos de previsão numérica indica  o retorno gradativo da chuva no período de 16 a 24 de setembro. “Um cavado na média troposfera reforçará a instabilidade no sábado (19) que poderá atingir o sul e sudoeste de MS com chance para pancadas de chuvas”.

 

Prognóstico indica que no domingo (20), com o avanço deste cavado de onda curta e o alinhamento dos ventos em baixos níveis, a instabilidade também deve se alinhar entre MS e centro-sul de MT, trazendo pouca chuva, mas já provocando uma mudança significativa do clima dessas áreas que vêm sofrendo com os efeitos do tempo mais seco.

 

Na segunda-feira (21) haverá aumento de nebulosidade, e pancadas de chuva podem ocorrer de forma isolada, e na terça-feira (22) as chuvas se espalham para todas as áreas de Mato Grosso do Sul. A chuva esperada para o período é ilustrada no mapa pela coloração azul, que representa pancadas de chuva de fraca intensidade com acumulados de até 10 milímetros para o período.

 

O período de 24 de setembro a 02 de outubro deve ter volumes mais significativos. O período de 28 de setembro a 01 de outubro terá aumento das áreas de instabilidades e chuva em maior intensidade no Estado. As regiões pantaneira, central e leste poderão ter os maiores acumulados que podem chegar até 50 milímetros, com chuva de fraca a moderada intensidade.

 

 

Operação Focus inicia investigação para apurar origem das queimadas no Pantanal;35 fazendas serão visitadas

Servidores que participam da Operação Focus já estão no Pantanal do Nabileque, onde vistoriam áreas para identificar a origem dos focos de queimada nas propriedades locais. No total, 35 fazendas das regiões do Nabileque e Nhecolândia serão visitadas por técnicos do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), da Perícia Técnica da Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública), agentes da polícia civil e soldados do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar.

 

Vinte servidores da Sejusp, Semagro e Imasul foram mobilizados para a Operação Focus

 

Um dos objetivos da Operação Focus é identificar a origem dos focos de incêndio e punir os responsáveis nos casos em que a queima da vegetação foi proposital. A Operação Focus estava sendo planejada desde o ano passado, quando o Estado viveu situação de emergência devido a incêndios florestais e também em lavouras. O Imasul instalou uma sala de monitoramento de imagens de satélite para analisar o surgimento desses focos, fazendo cruzamento das informações com autorizações de queimadas controladas, por exemplo.

 

Além disso, servidores do Imasul trabalham internamente na coleta e análise de imagens para municiar as equipes com informações. “Com auxílio de imagens de satélite levantamos o provável início de alguns focos de incêndios na região do Pantanal”, explicou o diretor presidente do Imasul, André Borges, quando a Operação teve início nesta quarta-feira (16).

 

Nas visitas às propriedades os fiscais do Imasul e agentes de segurança fazem levantamento da área queimada e verificam os indícios da origem do fogo, se estão condizentes com as imagens de satélite. No sábado, a intenção é já ter um balanço parcial dessa primeira fase da Operação. A ordem para realizar a Operação Focus foi dada pelo próprio governador Reinaldo Azambuja aos secretários de Justiça e Segurança, Antonio Carlos Videira, e do Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck.

 

Animais feridos pelas queimadas estão sendo resgatados durante a Operação

“A operação já estava definida desde semana passada, com equipes montadas, estratégia de ação, rotas de vistorias, tudo minuciosamente planejado e documentado para, efetivamente, identificar a origem e os motivos desses incêndios terem saído do controle”, afirmou Verruck.

 

Outro objetivo da Operação Focus é socorrer os animais castigados pelas queimadas. Assim que forem encontrados animais feridos imediatamente o resgate é acionado para fazer o socorro e transporte até os centros de tratamento.

Boletim Coronavírus confirma mais 11 óbitos e 831 novos casos da doença em Mato Grosso do Sul, diz Secretaria de Saúde

Mais 831 casos do novo coronavírus foram anunciados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) ontem (17). Com o acréscimo, Mato Grosso do Sul contabiliza 61.794 infectados desde o início da pandemia no mês de março. A média diária de casos confirmados nos últimos 7 dias está em 821.14.

 

O número de óbitos em virtude da doença passou a 1.133 com as 11 novas mortes confirmadas no Estado, e que dizem respeito aos três últimos dias. Levando em conta a média móvel, 15,57 pessoas perderam a batalha para a Covid por dia na ultima semana.

 

Desde março, Mato Grosso do Sul possui 245.336 casos notificados, dos quais 179.051 foram descartados. O número de amostras em análise pelo Laboratório Central é de 1.396, e existem 3.095 casos sem encerramento pelos municípios.

 

Confira aqui o detalhamento do Boletim Epidemiológico.

 

Centro de Reabilitação de Animais faz primeiros resgates de vítimas dos incêndios florestais em Mato Groso do Sul

Possíveis vítimas de incêndios, três animais chegaram nesta quarta-feira (16) a Campo Grande: um veado e duas aves (um filhote de Jandaia Estrela e um gavião-asa-de-telha). Eles estão no Cras (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres).

 

Dois filhotes de catetos resgatados pela PMA (Polícia Militar Ambiental) em Costa Rica também estão a caminho da unidade na Capital. Os cinco bichos foram resgatados em regiões de queimadas.

 

Os animais que já chegaram ao Cras estão em observação e aguardando exames, conforme a coordenadora Aline Duarte. “Apesar da lesão na pata, o veado está com estado geral bom. Os outros também”, explicou.

 

Filhote de Jandaia-estrela foi resgatada em Alcinópolis (foto: Diogo Borges)
Gavião também foi resgatado (Foto: Diogo Borges)

O filhote de veado está com uma possível fratura em uma das patas, que foi imobilizada. Ele foi resgatado em Figueirão e atendido inicialmente por uma veterinária de Alcinópolis, que encaminhou o animal. A Jandaia Estrela também veio de Alcinópolis e o gavião foi resgatado em Rochedinho.

 

Até terça-feira (15), apenas um cervo, um preá e uma anta haviam chegado ao Cras por consequência das queimadas. O Cras é referência nacional em atendimento a animais silvestres e atualmente está com mais de 250 bichos.

 

Cras Móvel

 

Preocupado não apenas com os incêndios, mas com o socorro e preservação da fauna, o governador Reinaldo Azambuja determinou a criação de uma espécie de Cras Móvel, ou Samu dos Bichos.

 

O veículo adaptado já está atendendo os animais do Parque Estadual das Nascentes do Rio Taquari e região, nos municípios de Alcinópolis e Costa Rica.

 

A unidade está equipada com medicamentos e equipamentos para realização de exames e conta com um médico veterinário do Cras para atendimento ambulatorial de emergência.

 

Estruturas do Centro de Reabilitação montadas nas regiões mais críticas do Estado também vão atender os animais silvestres afetados pelos incêndios em Mato Grosso do Sul.

 

Na região de Corumbá e Ladário, no Pantanal, a recepção contará com apoio da PMA (Polícia Militar Ambiental) e um centro de atendimento na sede da 2ª Companhia da polícia ambiental. A equipe vai percorrer as áreas atingidas para atender os animais nestes locais, acompanhados da fiscalização para identificar e responsabilizar possíveis autores.

 

Além disso, a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) disponibilizou a base de pesquisa na estrada-parque para receber animais atingidos pelo fogo.