Resgate da memória fonográfica do Estado atrai visitantes em estande no Festival

ZeroUmInforma/Cidades –   Registrar e preservar a memória fonográfica sul-mato-grossense é o principal objetivo do projeto que está com um estande montado no FIB. O Memória Fonográfica de Mato Grosso do Sul, ficou num espaço de maior visibilidade, num ponto estratégico próximo ao palco, o que permitiu mais pessoas visitarem o estande.  Cerca de mil por dia têm passado  por lá.

 

Para o pesquisador Carlos Luz que está à frente do projeto, diz que tudo começou quando trabalhava em uma gravadora, a Sapucaí, quando desenvolveu um catálogo musical. A partir daí sentiu interesse em preservar a memória fonográfica do estado de MS. Ele explica que esta se difere da memória musical, já que faz todo um registro de fonograma, que pode contemplar o áudio de peças de teatro, por exemplo, como uma relíquia que se tem no arquivo do projeto da teatróloga Glauce Rocha que gravou o espetáculo teatral “O belo indiferente” em que ela interpreta e que foi gravado num vinil em 1975.

 

Luz também explica como é feito o processo para se fazer o registro. O início de tudo começa com a pesquisa em sebos, contato com colecionadores ou pessoas que disponham da obra. O passo seguinte é a aquisição desse material, e daí é feito toda a digitalização e os dispositivos que podem ser CD`S, fita cassete ou vinil ficam à disposição da população para pesquisa no MIS  (Museu da Imagem e do Som).

 

O idealizador do projeto já registrou e catalogou mais de 30 mil fonogramas. Foto: Daniel Reino

Tudo é minucioso, depois dessa etapa é feito a seleção da discografia principal de cada música ou artista e daí se compila de acordo com o ritmo. As músicas foram classificadas em diversas vertentes, entre elas: Baileiros, Coletâneas, Eletrônico, Erudito, Festivais, Folclore, Instrumental, Música Latina, MPB, Poesia, Música Pop, Música Raiz, Rap, Samba e Pagode e Sertanejo.

 

Para o casal Luiz e Izabel de Bonito, é importante que se faça esse registro. Ela conta que coleciona vinis, “esse resgate da cultura e da música se faz necessário, artistas como Délio e Delinha não podem ser esquecidos”, diz Izabel.

 

Atualmente há o registro de 33.000 mil obras. Segundo Carlos Luz há praticamente o registro de todos os artistas musicais daqui do estado, daqueles que fizeram sua produção profissionalmente. “A ideia é que agora seja feito a difusão cultural desse banco de dados, permitindo que se chegue às rádios, faculdades, e outros meios,  para que a sociedade possa conhecer nossa música e sons”, ressalta Luz.

 

O estande recebe os visitantes até amanhã, último dia do Festival, e disponibiliza para venda CDs de artistas regionais que variam de R$ 10,00 a R$ 30,00. Depois do festival a população pode conhecer esse projeto de perto n o  Museu da Imagem e do Som que fica localizado no Memorial da Cultura Apolônio de Carvalho na Av. Fernando Corrêa da Costa, 559, 3º andar.

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