Voo direto: Conexão da Gol entre Bonito e Congonhas potencializa o maior destino de ecoturismo

Investimentos do Governo do Estado na reforma e adequação operacional do aeroporto estadual de Bonito, a política de captação de voos com redução do imposto de combustível e as ações de promoção de Mato Grosso do Sul nos principais mercados emissores de turistas foram determinantes para garantir o primeiro voo de conexão direta da Capital do Ecoturismo com São Paulo. O voo inaugural da Gol Linhas Aéreas aconteceu nesta quinta-feira (02) em grande festividade.

O jato Boeing 737-700 decolou às 12h40 do aeroporto de Congonhas e pousou às 13h40 em Bonito, trazendo 67 turistas, o staff da companhia aérea e convidados (jornalistas e influenciadores). O retorno da Gol prenuncia um novo momento para o turismo do Estado, em especial ao maior destino de ecoturismo do Brasil, estima o diretor-presidente da Fundação de Turismo (Fundtur), Bruno Wendling, que representou o Governo do Estado no evento.

Carbono neutro

 

O voo G3 1492 representa muito mais do que um voo inaugural: nasceu, nesta quinta-feira, a segunda rota 100% carbono neutro do Brasil. A Gol e a parceira MOSS, uma das maiores plataformas ambientais de créditos de carbono no mundo, doam aos clientes e à tripulação presentes nos voos da rota compensação individual da pegada carbônica deixada pelas viagens, neutralizando as emissões totais de carbono nos dois trechos – com direito a certificado

A poucos minutos da aterrisagem, a estação de rádio do aeroporto de Bonito transmitiu uma mensagem ao comandante do voo histórico, piloto Paulo Vasconcelos, desejando boas-vindas a tripulação e aos passageiros. Em solo, o comandante disse que ficou muito sensibilizado com a mensagem inusitada, a qual agradeceu em nome da tripulação. A chegada da aeronave foi um grande acontecimento, com muitos selfies, inclusive entre os colaboradores do aeroporto.

A maioria dos passageiros do voo inaugural tinha programado visitar Bonito em dezembro e aproveitou a nova rota e a promoção da companhia. A carioca Rosana Saldanha veio ao destino comemorar o aniversário da filha e realizar o sonho de visitar o maior destino de ecoturismo. Aguardando o embarque para Porto Alegre, Eduardo Pagliarin, passou cinco dias em Bonito e gostou da nova rota. “Vai reduzir tempo e distância, incentiva a gente a voltar”, disse.

Ação de governo

 

Para Bruno Wendling, da Fundtur/MS, o voo inédito – a Gol fará inicialmente duas frequências, às quintas-feiras e aos domingos – é um marco do acesso para o destino e uma conquista para o Estado, que apostou na retomada do turismo com investimentos em infraestrutura e na promoção do turismo regional. Ele acredita que o retorno da Gol a Bonito vai atrair novas companhias aéreas, com possibilidades de a Azul, que já opera, ampliar seus voos.

Presente a chegada do voo inaugural, o prefeito de Bonito, Josmail Rodrigues, disse que a conexão do destino com o maior mercado emissor brasileiro (São Paulo) é uma grande conquista para o turismo local, concretizada, na sua opinião, porque o Governo do Estado requalificou o aeroporto local para receber grandes aeronaves. “O governo foi decisivo, deu incentivos e o secretário Eduardo Riedel (Seinfra) foi o grande negociador com a Gol”, ressaltou.

Após o desembarque dos passageiros, houve uma rápida e simbólica cerimônia para inaugurar o voo, na sala de embarque, de com a presença do diretor-presidente da Fundtur, Bruno Wendling, o prefeito e o vice-prefeito de Bonito, respectivamente Josmail Rodrigues e Juca Igarapé, e o diretor de Eficiência Operacional da Gol, Mateus Motta. O diretor do Centro de Controle Operacional da companhia, Eduardo Calderon, também realizou o voo inaugural.

Cabeceira do Córrego Joaquim Português: obra para conter erosão avança e chega a 90% de conclusão

Considerada fundamental para resolver o assoreamento do lago principal do Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande, a obra de contenção de erosão na cabeceira do Córrego Joaquim Português está na fase final. Segundo a equipe de engenharia que faz o serviço, 90% do empreendimento já foi executado e a expectativa de entrega da intervenção é janeiro do próximo ano.

 

“Até semana que vem terminaremos a construção do dissipador de energia e ainda  em dezembro teremos 100% da drenagem concluída. Vai faltar, então, a pavimentação e o aterro com a recomposição da vegetação (dentro do Parque Estadual do Prosa) para nivelar o terreno. Acredito que em janeiro teremos toda essa parte finalizada”, explicou o engenheiro Rogério Shinohara.

A obra de recuperação das nascentes do Joaquim Português põe fim à erosão que surgiu local ao longo dos anos. Através da intervenção, a nova tubulação instalada na cabeceira do córrego vai jogar a água da chuva na bacia de contenção localizada ao lado do Cetremi, evitando o envio de sedimentos para o lago do Parque das Nações Indígenas.

 

Secretário estadual de Infraestrutura, Eduardo Riedel destacou a importância da obra do Córrego Joaquim Português no contexto de revitalização dos parques dos Poderes, do Prosa e das Nações Indígenas.

 

“A obra soluciona o problema de assoreamento no lago do Parque das Nações Indígenas, principal cartão postal de Campo Grande, e soma na intervenção que é feita no Parque dos Poderes. O Governo do Estado está atento à preservação dos locais públicos e do meio ambiente, assim como na qualidade de vida da nossa gente”, disse.

 

Mais de R$ 4,7 milhões são investidos na recuperação das nascentes do Joaquim Português. Os recursos são do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) e vêm de compensação ambiental. A obra é executada pela empreiteira Pactual Construções LTDA, que tem o trabalho supervisionado pela Agesul (Agência Estadual de Empreendimentos).